Pré-InscriçãoExclusivo para treinador ou responsável de escola

Termos

Autoriza-se a libertar, divulgar, expor, voluntaria e informada a DANICUP, para realizar o tratamento de dados pessoais e / ou dados sensíveis, de (s) delegação (s) e / ou personas de grupo

Aceito aos termos Acima

Fale conoscoPreencha o formulário abaixo e retornaremos o mais breve possível

Não sou um robô

Competição de futebol reúne crianças e adolescentes, de sete países

Foram 48 horas em um ônibus entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, até Rio Preto, para o Club Deportivo Torre Fuerte conseguir disputar a 1ª edição do Dani Cup, torneio internacional de futebol infantil, realizado no clube de campo do Palestra. O time foi convidado pela organização para participar do torneio e está recebendo auxílio na estadia, alimentação e traslado. “Representamos uma favela da cidade de Santa Cruz de la Sierra, um lugar muito humilde e pobre”, comentou o presidente do clube, Ebert Barriga. 

 

“Não tínhamos recursos para o torneio, tivemos que fazer campanhas de arrecadação, rifas e contar com a ajuda de algumas empresas para pagar o ônibus e a estadia”, acrescentou Ebert. Dentro de campo, o Sub-9 do time perdeu as três partidas que disputou. No Sub-13, venceu a única partida que realizou até esta segunda, 17. “Queremos mostrar às crianças que o futebol pode ajudar na disciplina e ser uma forma de ganhar a vida”, finalizou o presidente do clube boliviano.

 

O Torre Fuerte está entre as 84 equipes, de sete países diferentes, que disputam desde o último domingo, 16, até a próxima quinta, 20, o título da Dani Cup dentre as categorias Sub-7 ao Sub-17. No total, 1.080 atletas representam times de relevância no cenário internacional do futebol, como o Boca Juniors da Argentina, o Penãrol do Uruguai, o Olímpia do Paraguai, o Colo-Colo do Chile e o Nancy da França. Além de escolinhas de futebol de clubes brasileiros como o Fluminense, Atlético-PR, Santa Cruz, Grêmio e Santos.

 

Os times da região também estão representados com as escolas de futebol de cidades como José Bonifácio, Novo Horizonte, Catanduva, Irapuã, Monte Aprazível e Rio Preto. O América e o Mirassol também disputam a competição, nas categorias Sub-15 e Sub-17. “A experiência de participar é boa, viemos para somar, já que o Mirassol dá oportunidades aos jogadores mais novos”, comentou Vinícius Santos, volante do Sub-17 do Mirassol.

 

O evento também é uma chance dos jovens jogadores mostrarem seu potencial para olheiros técnicos de outras equipes. “São 11 olheiros de times como Atlético Paranaense, Grêmio, Desportivo Brasil, São Paulo e Fluminense. Muitas crianças saem daqui com a oportunidade de estar jogando em um grande clube”, comentou Luiz Fernando Brosler, organizador e diretor do evento.

 

A competição serve também como uma maneira de integração entre as crianças e atletas. “As crianças podem interagir com outras de diferentes países, já que eles gostam da mesma coisa, o futebol”, comentou Gilda Arellano, mãe de Marcelo Escobar, 9, atacante do Sub-9 do Olímpia do Paraguai. Eles vieram de Assunção e o atacante Marcelo marcou dois gols em dois jogos disputados até esta segunda, 17.